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HISTÓRIA

PATRIMÔNIO CULTURAL DE POUSO ALTO

VULTOS HISTÓRICOS

RELICÁRIO

LINHA DO TEMPO

ESTRADA REAL

TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA E APA MANTIQUEIRA


BRASÃO DE POUSO ALTO

De autoria da Professora Djanira Laus, Da Sociedade Brasileira de Eubiose
Departamento do Rio de Janeiro.

DESCRIÇÃO HERÁLDICA
Escudo peninsular esquartelado, ostentando, à destra, no I quartel, no Chefe, uma balança e uma espada de ouro, em campo goles, símbolo do comércio da lavoura.
No II quartel, no chefe, à sinistra, as cinco estrelas do Cruzeiro do Sul em prata, sobre campo blau.
No III quartel, à destra do contrachefe, uma Siriema batalhante e uma Serpente de prata sobre campo alaranjado, simbolizando a proteção e O comércio de aves.
O IV quartel, à sinistra, é gotejado de branco sobre campo sable, simbolizando a terra e a Cachoeira CEÇARI - OLHOS QUE CHORAM...
Os suportes em suas cores naturais, estilizados, à destra, o MILHO, e à sinistra, o ARROZ, simbolizando as virtudes das terras da cidade.
Listel duplo de Ouro e Prata, em caracteres de cor púrpura, ostentando, à destra, o ano de fundação da cidade (1878), e à sinistra, o ano de instituição do BRASÃO DE ARMAS MUNICIPAIS (1978).
No 2° listel, a legenda: "PER ASPERA AD ASTRA" (Pelo esforço, chega-se ao Céu).
Encimando o escudo, a coroa mural de prata, com cinco torres.
Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 1977.

RESUMO HISTÓRICO

A história do município de Pouso Alto está intimamente ligada à penetração das bandeiras de sertanistas e de aventureiros que demandavam os sertões das Minas Gerais em busca de riquezas. E como quase todos os povoados mineiros Pouso Alto também se formou em torno de um cruzeiro, símbolo da fé cristã dos desbravadores daquele tempo. Diz à tradição que, em 1692, os traficantes de gentio Antônio Delgado da Veiga, seu filho João da Veiga e Manoel Garcia: paulistas de Taubaté, embrenharam-se no sertão, recebendo de um silvícola aprisionado a confidência de que abundava ouro nas socavas da grande serra, que se levanta ao Sul de Minas Gerais, formando o limite natural entre os estados do Rio e São Paulo. Seduzidos pela perspectiva de melhor negócio do que a submissão do gentio, empreenderam aqueles homens, acompanhados de índios mansos, a arribada através das encostas e cumes da Mantiqueira, percorrendo a região onde vivia o livre indígena. Ao transporem o Vale do Paraíba, encontraram um aldeamento de índios, no qual pernoitaram, levantando depois no cimo do morro, onde pousaram, um rancho de folhas de palmeira, denominando-o Pouso Alto. E no local do antigo rancho, ergue-se hoje a igreja Matriz, em torno da qual se estende a bela e acolhedora cidade.

A capelinha primitiva foi constituída canonicamente em 1784, sendo dela encarregado o Rev. Padre Vital Gomes Freire. Elevada à freguesia coletiva em 16 de janeiro de 1752, ficou criado o curato de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos, por Ordem régia de 2 de agosto do mesmo ano. O Decreto Imperial de 14 de junho de 1832 elevou o curato de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos à categoria de freguesia, edificando-se a seguir a primeira igreja Matriz, tendo por oráculo Nossa Senhora da Conceição. Constituído o distrito de Paz em 1843, pela Lei no. 2079, de 18 de dezembro de 1874, ficou criada a vila e município de Pouso Alto, elevada a cidade por força da Lei no. 2461, de 19 de outubro de 1878.

Na nobiliarquia brasileira Pouso Alto contribui com dois Barões: Barão de Pouso Alto (Francisco Teodoro da Silva) e Barão de Monte Verde (Joaquim Pereira da Silva).

Na Guerra dos Emboabas, Amador Bueno da Veiga, que era o chefe dos paulistas fez em Pouso Alto o seu quartel-general. Daqui ele partiu para o encontro sangrento junto do rio que tomou o nome de Rio das Mortes.

O caminho que passa junto do Hotel Serraverde, foi percorrido pela Princesa Isabel. Em 1884, quando foi inaugurada a estrada de ferro e a Estação de Pouso Alto (hoje atual cidade de São Sebastião do Rio Verde). D. Pedro II recebeu aqui uma homenagem de todos os moradores e das povoações vizinhas.

Parte da história de Pouso Alto se perdeu num incêndio que a mais de 80 anos destruiu a velha Matriz.

Em época mais recente, aqui viveu o escritor Júlio Ribeiro, autor do famoso romance A Carne; depois o poeta Manuel Bandeira, vindo à procura de uma recuperação de saúde. Ribeiro Couto, diplomata, poeta e escritor, foi durante quatro anos promotor de Pouso Alto e aqui escreveu a novela A Cabocla, revivida recentemente através da televisão.

O município, um dos maiores do Sul de Minas em extensão territorial, tem hoje 6456 habitantes.

Sua atividades principal é a pecuária e a lavoura, seguidas de produção de laticínios, assim como produtos de alimentação e doces caseiros. Outras tradições seculares são: bordado, tricô, crochê, fabricação artesanal de cestos e bolsas de palha e de taquara.

Acontecem festas típicas tradicionais todos os anos em Pouso Alto, Festa da Santa Casa, festas religiosas no bairros rurais, (Junho a Setembro), Festa dos Reis (Janeiro), Festas Juninas (durante todo o mês), Carnaval com temas históricos e torneios esportivos, Semana Santa com encenação do quadro vivo com teatro de rua.

Pouso Alto é abençoado pelas ruas, pela natureza, pelo clima, pelo céu ... e hoje encanta os visitantes e a todos que a conhecem. As montanhas que a cercam guardam no seu silêncio um passado, onde vitórias e derrotas se entrelaçam para contar a sua história.

Você encontrará um maior aprofundamento da história da cidade no link RELICÁRIO.



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